Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, o TRT-13 realizará, na sexta (5), o Black Cine, evento do projeto Arte e Cultura 13

O Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região), dentro das ações do projeto “Arte e Cultura 13″, vai exibir o documentário “Mulheres Negras: Projetos de Mundo – O Filme”, dirigido por Day Rodrigues e Lucas Ogasawra. O evento será realizado no auditório do Tribunal Pleno, das 10h às 11h, na sexta-feira (5), em alusão ao Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado no dia 3 de julho.

Logo após a exibição do documentário, será realizada uma roda de conversa com a participação de mulheres negras, dentre elas a cineasta Carine Fiúza, a empreendedora Roberta Penteado, a estagiária de psicologia do TRT-13, Jéssica Larissa Brito de Andrade, e a servidora Kylza Solange Pessoa de Lima, com mediação da estagiária de jornalismo Rebecca Narriê.

As palestrantes abordarão temas de suas vivências cotidianas e de suas experiências enquanto mulheres negras, possibilitando, com essas falas, traçar um paralelo com o filme exibido e trocar experiências entre si e com o público em geral.

O documentário apresenta nove mulheres negras que relatam suas vivências e reflexões, levantando questões que instigam as minúcias do que é ser mulher negra no Brasil.

Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial

O Brasil celebra no dia 3 de julho o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. A data foi escolhida por ter sido neste dia, em 1951, que o Congresso Nacional aprovou a primeira lei contra o racismo no país, tornando a discriminação racial uma contravenção penal.

A Lei Afonso Arinos prevê punições para atos de preconceito praticados por diretor, gerente ou responsável por estabelecimento comercial que recusassem a hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento da mesma finalidade, por preconceito de raça ou cor. O código também trata da recusa de inscrição de aluno em instituições de ensino, negar emprego ou trabalho e impedir acesso a cargo do funcionalismo público por racismo.

Escrita pelo deputado federal pela UDN (União Democrática Nacional), Afonso Arinos de Melo Franco, a Lei de Nº 1.390 surgiu em decorrência de um caso envolvendo a bailarina afro-americana Katherine Dunham. Segundo jornais da época, a dançarina tentou se hospedar em um hotel em São Paulo, mas foi impedida pela cor de sua pele. O episódio teve pouca notoriedade no Brasil, mas teve grande repercussão negativa no exterior, trazendo à tona a pauta do racismo no país.

Contamos com a sua presença, bastando para isso inscrever-se em um dos links abaixo, conforme o seu enquadramento.

As inscrições poderão ser realizadas até às 12h da quinta-feira (4).

INSCRIÇÕES MAGISTRADOS, SERVIDORES, ESTAGIÁRIOS E MENORES APRENDIZES

INSCRIÇÕES PÚBLICO EXTERNO

Fonte: Ascom TRT13

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