GOVERNO LULA REDUZ FILA DO INSS E ANALISA PEDIDOS EM TEMPO INFERIOR AO PRAZO LEGAL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira, 3, que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcançou um marco histórico ao superar o represamento de processos e colocar o tempo médio de resposta dentro do prazo legal de 45 dias. Isso significa, explicou o presidente, que o volume de análises superou o número de novos pedidos que entram diariamente no sistema do INSS, garantindo um atendimento célere e humanizado.

Atualmente, a maior parte dos processos estão correndo no INSS em uma média de 34 dias, 11 a menos que os 45 dias previstos. Em fevereiro deste ano, havia 3,1 milhões de processos aguardando análise. Hoje, esse número é de 1,25 milhão de pedidos – uma queda de 60% e um volume de processos dentro da capacidade de análise do instituto.

O total de pessoas aguardando atendimento hoje há mais de 45 dias é de aproximadamente 250 mil, segundo dados apresentados pelo Ministério da Previdência. Apenas em julho de 2026, apesar de ter registrado 1,435 milhão de novos pedidos de aposentadorias e benefícios assistenciais – um volume recorde –, o INSS conseguiu superar a demanda ao entregar 1,658 milhão de respostas.

Lula ressaltou que o objetivo do governo não é zerar a busca por benefícios, o que significaria “que não tem mais ninguém reivindicando direito”, mas sim “humanizar a fila, fazer a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, de esperar e de receber o benefício”.

“Se as pessoas estão pedindo é porque elas acham que têm direito. Nós temos que avaliar se têm direito. Se têm direito, a gente dá; se não têm direito, a gente diz que não têm. É assim que funciona a máquina pública”, declarou em cerimônia no Palácio do Planalto.

Para Lula, o maior sofrimento ao qual o Estado pode submeter um cidadão é fazê-lo esperar por meses para dizer que ele não tem direito a um benefício: “Demorar para dizer ‘não’ é o fim da picada. Então nós temos que ter noção: quando for para dizer ‘não’, dizer logo para amenizar o sofrimento.”

O presidente criticou quem culpa a Previdência Social pelo aperto das contas públicas. Disse que nunca aceitou responsabilizar os aposentados e pensionistas pelo déficit: “O déficit é o R$ 1,3 trilhão que a gente tem que pagar de juros todo ano.”

“O PIB está crescendo 2,8%, você dá 3% de aumento real para o menor salário do país, o que é que vai quebrar este país? […] É preciso que a gente tenha noção do que quebra este país e do que ajuda este país”, declarou Lula, que completou: “Isso não é gasto, isso é obrigação de um Estado civilizado: garantir que todos os seus possam tomar café, almoçar e jantar todo santo dia. E é isso que a Previdência faz.”

O presidente também afirmou ter “muito orgulho” de ter sido o seu governo que investigou e desarticulou “a quadrilha que foi montada no governo passado para roubar aposentado, para roubar as pessoas mais humildes deste país, as pessoas que têm uma vida financeira precarizada”. Por determinação do presidente Lula, todos os aposentados e beneficiários do INSS que foram lesados com descontos indevidos tiveram ressarcimento.

Mais uma promessa cumprida
Zerar a fila do INSS é mais uma das promessas de campanha feitas por Lula em 2022 que o petista cumpriu em seu mandato.

O número de atendimentos tem superado os processos que entram no sistema. Em julho, por exemplo, foram 1,4 milhão de novos pedidos e 1,7 milhão de respostas.

As novas concessões de benefícios também têm aumentado. De janeiro a julho, a alta foi de 67%, com uma média mensal de 730 mil benefícios. As recusas também cresceram no mesmo ritmo, 70%, o que demonstra que o governo tem lidado com os processos com atenção e seriedade, sem pender de forma irresponsável para um lado ou outro na tentativa de acelerar a redução da fila.

O número de reclamações por demora na análise de benefícios teve uma queda de 82% de janeiro a agosto. O pico foi em fevereiro, com 15.519 queixas. Em agosto, foram somente 2.570.

Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, esses resultados foram possíveis a partir de cinco esforços principais do governo federal:

a nomeação de 2,5 mil novos servidores;
o investimento em teleatendimento para perícia médica, principalmente voltada a pessoas que moram em áreas de mais difícil acesso – o que reduziu o tempo médio de espera por perícia de 70 dias em agosto de 2023 para 17 em agosto de 2026;
a perícia médica documental, que permite a concessão de benefícios via análise documental, sem a necessidade de deslocamentos;
um programa de pagamento de bônus aos servidores que concluam tarefas além das suas metas – o que garantiu mais de 2 milhões de atendimentos a mais em 2026;
e o investimento nos mutirões de fim de semana, que fizeram 300 mil atendimentos em 2026 até agosto, contra 31 mil em 2023 – 868% a mais.
Para a presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, os números demonstram que “o enfrentamento da fila foi feito com responsabilidade e compromisso com a população” e sem abrir mão da qualidade das revisões.

“Cada requerimento representa uma familia e uma necessidade real. Por isso, mais do que comemorar a redução da espera, comemoramos a ampliação da capacidade do Estado de acolher, analisar e responder com mais rapidez as demandas da população”, afirmou.

“Quando há liderança e reunião de esforços, é possível transformar grandes desafios em resultados concretos”, finalizou.

Um governo que facilita a vida das pessoas
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que os resultados simbolizam a forma como o presidente Lula governa e a visão que seu governo tem sobre o papel do Estado na vida das pessoas.

“A Constituição brasileira assegurou os direitos da Previdência à sua população, mas a forma como o cidadão consegue acessar esse direito depende muito das escolhas que cada governo faz. O nosso governo resolveu levar esses direitos a toda a população, não só a quem está na capital do Estado ou numa grande cidade, mas nos locais mais distantes desse país”, declarou.

Segundo a ministra, os pedidos de benefícios previdenciários aumentaram por diversos fatores, como o envelhecimento populacional, mas também “porque esses direitos estão chegando mais perto da população”.

Ela explicou que, se antes um morador de uma cidade do interior demorava para concluir um pedido de benefício porque não tinha um perito na sua cidade, agora, com investimentos em tecnologia e teleatendimento, o governo tem levado essa possibilidade para as pessoas. “Garantir acesso é fundamental”, afirmou.

“Uma orientação que o presidente tem nos dado sempre é que a gente tem que facilitar ao máximo a vida das pessoas. Conseguir um direito não pode ser uma corrida de obstáculos”, finalizou a ministra.

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