O senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina e seguiria para os Estados Unidos em um voo particular previsto para partir de Puerto Iguazú, na madrugada desta terça-feira (27), segundo o jornal argentino Infobae. A possível viagem ganhou repercussão depois de ele afirmar que recebeu uma ordem para entregar os passaportes e não deixar o país.
Flávio Bolsonaro disse que agentes da Polícia Federal o abordaram quando ele saía da casa de seu pai, em Brasília, para comunicar uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele declarou: “Me ordenaram ali mesmo, na rua, que entregasse meus passaportes, e além disso tenho proibido sair do país”.
O senador teria cruzado para a Argentina com o documento nacional de identidade. De Puerto Iguazú, ele embarcaria em um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A., que solicitou os procedimentos aduaneiros e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.
Fabricado em 2004, o jato tem 14 assentos, dois motores Rolls-Royce Tay e autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros. Antes do atual registro argentino, a aeronave utilizou matrículas nos Estados Unidos e no México.
Restrições e investigações mencionadas por Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão judicial teria sido tomada no domingo à noite, após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Ele não informou qual investigação motivou a medida e questionou a determinação: “Eu nunca disse isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?”.
O advogado também aparece em investigações sobre movimentações financeiras no setor de apostas.
O senador também é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme biográfico sobre seu pai. Flávio Bolsonaro nega irregularidades nesse caso e na investigação que envolve Willer Tomaz.
Lula venceu a eleição citada por Flávio Bolsonaro com 51,79% dos votos, ante 48,21% do senador. No vídeo em que relatou a ordem sobre os passaportes, ele disse que entregará os documentos e acrescentou: “Vou organizar a oposição”.
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