PENITENCIÁRIA MARIA JÚLIA MARANHÃO COMPLETA UM ANO DE AVANÇOS NA RESSOCIALIZAÇÃO E HUMANIZAÇÃO

Nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, a Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Júlia Maranhão completa um ano da atual gestão, marcada pelo fortalecimento da ressocialização, pela ampliação de projetos de cidadania, pelo apoio à maternidade e pela construção de parcerias com o Poder Judiciário e o Governo do Estado da Paraíba.

À frente da unidade desde 4 de novembro de 2025, Tatiana Pimentel tem conduzido iniciativas voltadas à valorização da dignidade das mulheres privadas de liberdade, à capacitação profissional e à promoção de atividades culturais, esportivas e de integração familiar.

Destaques e avanços da gestão (2025–2026)

Ao longo do último ano, a unidade promoveu e acolheu iniciativas integradas que contribuíram para a garantia de direitos e a reinserção social das mulheres privadas de liberdade.

Projeto Voz que Liberta

Em parceria com a Ouvidoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Defensoria Pública e autoridades como a desembargadora Fátima Bezerra Maranhão e o ministro Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a unidade sediou a abertura do projeto.

A iniciativa é voltada à garantia de direitos das apenadas, com consultas jurídicas, suporte direto e medidas para dar celeridade aos processos. A ação também contou com serviços de saúde, em parceria com o Hospital da Mulher e a Secretaria de Saúde.

Fortalecimento do Projeto Castelo de Bonecas

As oficinas de artesanato e a produção de bonecas de pano seguem como importantes ferramentas de trabalho produtivo, capacitação profissional e remição de pena pelo trabalho.

Reconhecido nacionalmente, o projeto também conta com o apoio de políticas estaduais de fomento ao empreendedorismo feminino, voltadas ao período após o cumprimento da pena. Durante a gestão, as artesãs produziram mascotes do Sistema Único de Saúde (SUS), apresentados ao Ministério da Saúde pela diretora e sua equipe.

Cultura e arte no sistema prisional

O Coral da Unidade Penal “Vozes Passageiras” recebeu incentivo e apoio, fortalecendo a música como ferramenta de expressão cultural, reabilitação emocional e reinserção social. Ao longo de um ano, as coralistas realizaram 29 apresentações.

Ações de humanização e maternidade

A preservação dos vínculos familiares também esteve entre as prioridades da unidade, com eventos alusivos ao Dia das Crianças e a outras datas festivas. As atividades proporcionaram momentos de convivência afetiva entre as mulheres privadas de liberdade, seus filhos e familiares.

A Copa do Mundo também integrou a programação de lazer, com a exibição dos jogos no auditório da unidade para as reeducandas.

Projeto Vire o Jogo

Entre as iniciativas voltadas à reintegração social, destaca-se a primeira edição do projeto “Vire o Jogo”, que buscou fortalecer a prática esportiva no ambiente prisional. A ação foi realizada em parceria com professores de Educação Física da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

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